A Polícia Civil de São Paulo desarticulou na manhã de ontem um suposto esquema de cobrança de propina de camelôs ilegais que atuam no Brás, zona leste, vitrine política da gestão Gilberto Kassab (DEM) no combate ao comércio clandestino.
As investigações mostram que duas quadrilhas agiam dentro da Subprefeitura da Mooca - uma liderada pelo agente de fiscalização Edson Alves Mosquera e a outra por Georges Marcelo Eivazian, assessor político do subprefeito Eduardo Odloak.
Além deles, outras nove pessoas foram presas - três fiscais, cinco ambulantes e um advogado. Dois camelôs que tiveram a prisão decretada pela Justiça estão foragidos.
Os achaques eram semelhantes aos praticados pelos integrantes da chamada máfia dos fiscais, que em 1998 levou para a cadeia funcionários públicos e vereadores.
Desta vez, porém, as extorsões haviam sido "terceirizadas" e eram feitas por um grupo de camelôs que agia a mando de Mosquera. "Ainda vamos aprofundar as investigações, mas, até o momento, não há ninguém do alto escalão da Prefeitura envolvido", disse o delegado Luís Augusto Castilho Storni, titular da Unidade de Inteligência Policial (UIP), ligada ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).
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